História de Pariquera-Açu

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Portal de entrada de Pariquera-Açu

 

Em meados do século XVIII, os imigrantes que chegavam a Cananéia ou Iguape e precisavam se deslocar para Xiririca (atualmente Eldorado), tinham duas opções: Seguir pelo Ribeira de Iguape, ou fazer o trajeto terrestre a pé, ou cavalgando. 

 

Centro de Eventos em homenagem aos imigrantes (Foto: Marcelo Henrique da Silva)

 

Em ambos os casos, a viagem durava dias e por isso, em uma região de planície, fora construída a primeira pousada, às margens dos Rios Turvo e Pariquera-Açu (ou Pariquera-Assu, de acordo com a grafia da época, que deriva da língua tupi onde “pari” (barragem e pesca), “puera” (extinta) e “ussu” (grande), dão o significado de “grande barragem extinta”. Há ainda outra vertente que diz que o significado de Pariquera-Açu é “cercado de peixes grandes” (um covo).

O local agradável contava com construções antigas (choças), cujas coberturas eram feitas com folhas de palmeiras guaricana. Lá se instalaram novas casas em torno da pousada. Nascia assim, a "aldeia Guaricana", que permaneceu sem grandes mudanças por muitos anos, sempre oferecendo pousada tranquila aos viajantes.

No ano de 1854, a Presidência da Província de São Paulo nomeou funcionários para a administração, de um projeto de desenvolvimento agrícola na região, criando diversos núcleos coloniais, sendo um deles, o núcleo colonial de Pariquera-Açu (assim nomeado por conta do rio que o banhava).

O núcleo colonial de Pariquera-Açu foi criado para receber exclusivamente os imigrantes europeus que chegavam ao Brasil, onde apenas três décadas depois, o projeto passou a ter sucesso, com a chegada de poloneses, italianos, húngaros, suíços, e alemães, que passaram a desenvolver suas lavouras.

Em 11 de janeiro de 1901, o Congresso do Estado fez a emancipação de diversos núcleos coloniais, incluindo o núcleo colonial de Pariquera-Açu e, oito anos depois, foram distribuídos os primeiros títulos de propriedade.

O pequeno núcleo colonial desenvolveu-se com facilidade, por não possuir problemas fundiários nem terras improdutivas, o que a diferencia dos demais municípios da região. Nem mesmo as dificuldades de acesso e escoamento da produção de arroz (predominante na época) impediram o desenvolvimento.

No dia 11 de fevereiro de 1935, o decreto nº 6.959 criou o Distrito de Paz de Pariquera-Açu, subordinado ao município de Jacupiranga. Vinte anos depois, em 30 de dezembro de 1953, Pariquera-Açu ganhou o status de município e teve acrescentadas ao seu território, áreas desmembradas de Iguape, Registro e Jacupiranga, ficando com então 356 km². 

Apenas dois anos depois de ser elevada a município, Pariquera-Açu teve seu primeiro prefeito empossado - O Sr. Ivo Zanella, que dirigiu o município de 1955 até 1958

Na data de 28 de janeiro de 1950, por ocasião da visita do então governador do Estado de São Paulo Adhemar de Barros, foram inaugurados, além do Hospital Regional que levava seu nome, o Aeroporto do Município (onde hoje está localizado o Centro de Eventos e Avenida Olímpica), a Rede de Abastecimento de Água da cidade (atual Ecoparque Caixa d’água), o Coro da Igreja Matriz de São Paulo Apóstolo, e o lançamento da pedra fundamental do Jardim da Praça Matriz.

Durante este período, Pariquera-Açu tornou-se uma unidade administrativa que, constantemente recebia a visita de presidentes da república, que despachavam do município.

Aviões de autoridades no Aeroporto de Pariquera-Açu (Foto: Leonise Kosikoski e Maria Eugênia Kosikoski)